I.
Razão e
ordem de uma escolha
1. Conceitos básicos
1.1. Metodologia
1.2. O legado
de Talcott Persons
1.3. A perspectiva
neoinstitucionalista
1.4. As ONG: o
novo conceito
de instituição
1.5. ONG: instituição,
organização
ou instituição-organização
1.6. Pluralismo:
novos actores
e novas imagens
1.7. Uma nova
filosofia de desenvolvimento
incorporada nas
ONGD
1.8. Síntese
das perspectivas
e questões
metodológicas
1.9. Desenvolvimento
da definição
do objecto de
estudo
II. Uma abordagem
dinâmica
das ONG
2. Abordagem histórica
do fenómeno
institucional
novo: as ONG
2.1. Passado,
presente, e futuro
2.2. As ONG e
o euromundo
2.3. Reflexões
sobre as ONG através
de uma perspectiva
histórica.
A questão
da ordem
2.4. As ONG e
a ordem internacional:
algumas questões
prévias
2.5. O papel histórico
das ONG na ordem
internacional
2.6. As ONG criadas
pelo Estado
2.7. As ONG e
a criação
do direito
2.8. A "Pentarquia"
de factores e
o sistema internacional
2.9. As ONG no
Primeiro Mundo
(Estados Unidos
e Canadá)
2.10. As ONG no
Terceiro Mundo
(países
dos 3A - África,
América
Latina e Ásia)
2.11. O balanço
do fenómeno:
ONG, um conceito
em movimento
2.12. Um breve
histórico
que marca a actividade
das ONG no domínio
do desenvolvimento
ao longo dos tempos
3. A natureza
transnacional
das ONG e a crise
do Estado soberano
3.1. As ONG como
actores transnacionais
e a crise do Estado
soberano
3.2. As ONG e
os Novos Movimentos
Sociais/NMS
3.3. As ONG como
agentes de desenvolvimento
4. Caleidoscópio
de 60 a 80
III. Tipologias
das ONG
4. Classificação
e natureza das
ONG
4.1. As ONG, A
Sociedade Civil
Mundial e os Estados
4.2. O método
tipológico:
razão do
seu recurso
4.3. As tipologias
das ONG
4.4. Um novo quadro
tipológico:
macroscópio
- "para uma
visão global"
4.5. A tipologia
de Tony Marshall:
definição
do sector das
ONG
4.6. Nova tipologia
assente em princípios
alternativos de
organização
e comportamento
4.7. David Korten:
uma tipologia
"transgeracional"
- uma chave para
o auto-desenvolvimento
4.8. A crítica
de Charles Elliot
ao modelo/tipologia
de Korten: as
ONGD
4.9. O conceito
de desenvolvimento
político
e o contributo
das ONG
4.10. De novo
a questão
do método:
nas Ciências
Políticas
e Sociais não
existe, constrói-se.
O exemplo de Raymond
Aron e o desenvolvimento
de uma nova grelha
de inteligibilidade
para as ciências
do homem
5. A ruptura epistemológica,
o conceito de
"poder político"
das ONG e o quadro
operacional das
ONGD portuguesas
5.1. Três
ideias: síntese
do método
pluralista: o
poder político
das ONG, redefinição
e apuramento do
conceito de ONGD
e a busca de leis
sociais justificadoras
5.2. Reconstrução
e sistematização
do conceito de
ONGD: breve história
5.3. O ambiente
histórico
das ONG em Portugal:
o quadro político
e normativo
5.4. O quadro
normativo das
ONGD: "struggle
fpr power and
development"
5.5. Organização
e funcionamento
dos órgãos
de representação
das ONGD em Bruxelas
5.6. Instrumentos
do CL, prioridades
e tendências
5.7. As ONGD portuguesas:
formulações
e tendências
actuais
5.8. Evolução
e desenvolvimento
das ONGD em Portugal
- modernidade
e complexidade
institucional,
cobertura geográfica
e fonte de financiamento
5.9. As ONGD portuguesas
- conflito de
valores e o quadro
da eficácia.
Moral de convicção
versus moral de
responsabilidade.
As motivações
5.10. A nossa
tese - caracterização
das ONGD portuguesas
5.11. Características
dos projectos
de desenvolvimento
das ONGD - um
potencial de transformação
social
5.12. As ONGD
e o seu potencial
de transformação
social
5.13. As ONGD
no quadro de cooperação
portuguesa
5.14. Dimensão
política
e o quadro de
competência
das ONGD portuguesas
5.15. O princípio
da independência
das ONGD e o seu
humanismo e espírito
cristão
5.16. O voluntariado
nas ONGD portuguesas
e a necessidade
da sua auto-avaliação
5.17. O potencial
de intervenção
das ONGD na sociedade
portuguesa e nos
PALOP
5.18. A internacionalização
das ONGD portuguesas:
constrangimentos
5.19. As ONGD
portuguesas e
o "quadro
geracional"
que as acompanha
5.20. Visão
sistematizadora
do fenómeno
das ONGD em Portugal.
Uma leitura macroscópica
5.21. A insuficiência
do modelo de soberania
estadual centrado
no Estado soberano.
O declínio
do paradigma realista.
IV. A sociedade
civil
6. Teoria geral
da sociedade civil
e seus contornos
em Portugal
6.1. Sistematização
do conceito de
sociedade civil
proposto
6.2. Elasticidade
e evolução
histórica
do conceito de
sociedade civil
(Cícero,
Aristóteles,
John Locke, Adam
Ferguson, Karl
Marx, Hegel, Auguste
Comte, Alexis
de Tocqueville,
Antonio Gramsci)
6.3. O conceito
de sociedade civil
contemporâneo
6.4. O novo modelo
de sociedade civil:
"global and
good governance"
6.5. A tese liberal
da sociedade civil
6.6. A nossa tese
sobre a sociedade
civil
6.7. A idade das
instituições
não estaduais
no sistema da
sociedade civil
mundial
6.8. O associativismo
e a sociedade
civil em Portugal
6.9. O observatório
permanente da
sociedade civil
em Portugal
6.10. A sociedade
civil mundial:
um conceito em
potência
- o último
grau de teorização
V. As teorias
da gestão/administração
na crise do Estado
soberano
7. A ciência
da administração/gestão
do Estado e das
organizações
7.1. Situar o
problema da crise
do Estado è
luz da ciência
da administração
e da ciência
política
7.2. O campo científico
7.3. Pequena história
e evolução
(século
XX)
7.4. Ciência
da administração
e ciência
política
7.5. A ciência
da administração
pública
e a construção
do Estado nacional
7.6. O direito
administrativo
e o Estado liberal
do século
XIX
7.7. Desenvolvimento
da ciência
da administração
pública
(tradição
europeia e norte-americana)
7.8. A escola
das relações
humanas, organização
informal
7.9. A teoria
das organizações
7.10. Uma nova
configuração
da ciência
da administração:
três concepções
em presença
- gestão
pública,
jurídica
e sociológica
7.11. A concepção
da gestão
7.12. A concepção
jurídica
7.13. A concepção
sociológica
7.14. Três
cachos (clusters)
de valores administrativos
7.15. Vantagens
da apresentação
do novo pensamento
de gestão
público/NPM
7.16. O papel
do Estado na sociedade:
(tipologias) e
evolução
do seu comportamento
7.17. Os fins
e funções
do Estado nacional:
segurança,
justiça
e bem-estar
7.18. O modelo
de gestão
governamental
dce Henry Mintzberg:
o governo-máquina,
o governo-rede,
o governo-controlo,
o governo-virtual
e o governo-controlo-normativo
7.19. O pluralismo
neoinstitucional
7.20. O "desencanto"
das populações
em relação
aos governos dos
Estados
7.21. Sistematização
da parte V
VI. As ONGD e
a crise do Estado
soberano
8. Os conceitos
fundamentais
8.1. A revisão:
os fundamentos
e os conceitos
8.2. A importância
e o valor dos
conceitos: crise
(legitimidade
e reformulação
da problemática/tese)
- que Estado e
que crise?
8.3. Os conceitos:
Estado, nação,
território,
sociedade civil
mundial e racionalidade
8.4. O Estado
nacional sem "centro"
8.5. A soberania
do Estado nacional:
um conceito em
movimento
8.6. Revisão
da matéria
dada
8.7. Os novos
fundamentos: a
divisibilidade
da soberania
8.8. A idade global
das ONG e as novas
soberanias
8.9. O "direito
de ingerência"
do sistema da
sociedade civil
mundial
8.10. A crise
da soberania do
Estado nacional
8.11. A "mobilidade"
8.12. O novo direito
internacional
humanitário
8.13. A crise
do Estado soberano
e a emergência
da teoria geral
das ONG (uma nova
tipologia): mudança
de configuração/paradigma
8.14. Dimensão
prática
da teoria geral
das ONG - operantes
no sistema da
sociedade civil
mundial: transição
de paradigma
8.15. Reconstrução
do conceito de
soberania a partir
das ONG
8.16. Soberania
assente no conceito
de desenvolvimento
global
8.17. As novas
formas de Estado:
evolução
8.18. Crise de
legitimidade e
de funções
do Estado soberano
8.19. A configuração
do sistema da
sociedade civil
mundial e o mecanismo
de negociação
a dois níveis:
a erosão
de soberania
8.20. "O
triângulo
mágico":
um dispositivo
de desenvolvimento
sócio-económico
e um pólo
de estabilidade
O
trabalho ora apresentado,
conducente a uma
dissertação
de mestrado na
especialidade
de Ciência
política,
resulta do seguinte
tema: as Organizações
Não Governamentais
(ONG) e a crise
do Estado soberano.
Aquelas são
actores novos
emanados da sociedade
civil, ou seja,
cujo âmbito
de acção
vai para além
da família
mas fica aquém
do Estado. O Estado,
por sua vez, e
apesar de ser
ainda o actor-maior
do sistema, já
não é
o único
a contribuir para
a elaboração,
produção
e interacção
das regras que
presidem aos fenómenos
sociais e políticos
deste fim de século.
Nesse sentido,
é o novo
quadro de relacionamento
entre Estado,
o soberano tradicional,
e sociedade civil,
perspectivada
esta na lógica
das organizações
não governamentais
para o desenvolvimento/ONGD,
que constitui
a matéria
social objecto
do presente trabalho.
(Rui Pedro Paula
de Matos)
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