| |
 |
Colecções |
JOSÉ DA CUNHA
BROCHADO (1651-1733):
O HOMEM E A SUA
ÉPOCA |
 |
Encomendas |
Maria Rosalina Pinto
da Ponte Delgado
José da Cunha
Brochado (1651-1733)
: o homem e a sua
época
Lisboa
2001
374
Teses
972-8397-19-4
23x16 cm
Brochado
595
gr
22,72 €
|
I.
Ascendência
e formação
1. Nascimento e
família
2. A Freguesia de
Nossa Senhora da
Assunção
3. Formação:
do Colégio
de Stº Antão
à Universidade
de Coimbra
II. O magistrado
judicial e do corregedor
do cível
1. A carreira de
um magistrado
2. Procurador da
Câmara de
Miranda e Juiz de
Fora de Algozo
3. Corregedor da
casa do cível
de Lisboa
III. A missão
diplomática
em França
(1695-1704)
1. O diplomata em
Paris
2. Luís XIV
e a política
ibérica
3. Assuntos políticos
4. A "moda
parisiense"
e o interesse de
Brochado
IV. A França
e o envolvimento
europeu
1. Os países
intervenientes na
Guerra da Sucessão
de Espanha
2. O pretendente
austríaco
e a diplomacia portuguesa
3. Análise
comparativa entre
Portugal e a corte
francesa
V. A arte da diplomacia
na transição
dos séculos
XVII-XVIII
1. Cunha Brochado:
elementos para a
sua caracterologia
2. A arte da diplomacia
3. O epistolário
de Brochado
4. Seria Brochado
um «estrangeirado»?
5. A obra histórica
e literária
VI. Cinco anos na
corte portuguesa
(1705-1710)
1. O regresso de
Brochado a Portugal
2. O conselheiro
régio
3. O pensamento
do conselheiro em
relação
à Rainha
4. Um retrato da
corte portuguesa
VII. A enviatura
a Londres (1710-1715)
1. A nomeação
de Ministro para
a Inglaterra
2. A corte inglesa:
segundo a descrição
do Diplomata
3. Os problemas
da instalação
em Londres
4. A Grã-Bretanha
do tempo: uma visão
de Brochado
5. As negociações
para a paz de Utreque
6. Análise
da economia em tempo
de guerra
7. A opinião
de Brochado sobre
a Colónia
do Sacramento: conselhos
para proteger o
Brasil
VIII. De novo em
Portugal (1715-1725)
1. Críticas
e conselhos aos
portugueses
2. Sugestões
para preservar as
riquezas do Brasil
3. O comércio
do vinho e dos couros
4. A horta e a justiça
portuguesas
5. Comendador da
ordem de S. Pedro
do Sul e Chanceler
das Ordens Militares
IX. Conselhos para
uma melhor administração
1. A religião
2. A nobreza do
reino
3. Atribuição
de títulos
e cargos
4. A reforma do
exército
e da marinha
5. O membro, censor
e director da Academia
Real da História
X. A última
missão no
estrangeiro (1725)
1. O plenipotenciário
na corte de Madrid
(1725)
2. A incumbência
dos tratos matrimoniais
3. Os duplos esponsais
dos Príncipes
de Portugal e de
Espanha
4. O regresso do
velho servidor
XI. A política
externa da época
1. Portugal face
à Europa
2. Pareceres sobre
as negociações
XII. Termo de uma
longa vida: conclusões
É intenção
do presente trabalho
traçar os
vários marcos
da vida e obra de
José da Cunha
Brochado, sem perder
de vista a ideia
de construir uma
visão ampla
do homem, do estadista,
do diplomata e do
jurisconsulto. Tentar
a análise
exaustiva da integração
de Brochado na sua
época, quando
tanto se ignora
a seu respeito,
inclusivamente o
desconhecimento
da existência
de uma biografia
completa, representa,
por certo, tarefa
árdua, mas
em compensação
também constitui
um desafio apaixonante
e estímulo
considerável.
Obviamente não
foram encontradas
respostas para todas
as interrogações,
mas a documentação
recolhida permitiu
o esclarecimento
de algumas dúvidas
e que se seguisse
o mais fielmente
possível
o percurso do biografado
e as posições
que defendeu ao
serviço de
D. Pedro II e D.
João V..
Na mesma época
Portugal impôs
o seu prestígio
na Europa através
de personalidades
da importância
de D. Luís
da Cunha, do Conde
de Tarouca, do próprio
José da Cunha
Brochado e de tantos
outros representantes
da diplomacia portuguesa
desse tempo. De
todos estes optou-se
pelo menos conhecido,
na convicção
de que a história
também sai
enriquecida da averiguação
de personagens tidas
por secundárias,
pois quantos vultos
de valor não
aguardarão
simplesmente que
alguém os
retire do anonimato?
Não será
exactamente o caso
de Brochado, embora
cumpra conhecê-lo
melhor à
luz da documentação
apurada e, por meio
do processo histórico,
explanar os ideias
políticos
e traçar
o perfil biográfico
do ilustre diplomata,
não obstante
a opinião
dos que consideram
os estudos biográficos
hodiernamente ultrapassados,
por entenderem a
vivência dos
seres humanos apenas
na perspectiva do
grupo. Por outro
lado, pode acontecer
que o autor de um
tema deste género
se deixe fascinar
pelo levantamento
de bagatelas, enfim,
de pormenores que
pouco ou nada interessem
ao melhor conhecimento
do biografado e
do clima sociocultural
e mental da sua
época.
(Maria Rosalina
Pinto da Ponte Delgado) |
|
|
|
|
|
|
|
|
|