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1.Discussão em torno dos espaços públicos urbanos (EPU) – Hipóteses de partida e áreas cinzentas, p. 23
1.1. Os EPU como metáfora das construções urbanas, p. 23
1.2. Questionar os EPU ou os múltiplos campos da Urbanidade, p. 25
1.3. Quadro conceptual e metodológico, p. 28
1.3.1. Objectivos, p. 28
1.3.2. Defender uma tese ou teses, p. 29
1.3.3. Sequência metodológica, p. 36
2. Elementos de uma crise anunciada, p. 39
2.1. Introdução, p. 39
2.2. As dinâmicas urbanas recentes: emergência do híbrido e da desterritorialização, p. 44
2.2.1. A fluidez espaço-temporal da noção de cidade, p. 44
2.2.2. Transformações da cidade física, p. 45
2.2.3. O estilhaçar da imaterialidade urbana, p. 48
2.3. Contributo para uma teoria dos Espaços Públicos Urbanos, p. 49
2.3.1. Espaços públicos: crises ou novas lógicas?, p. 49
2.3.2. Estratégias de substituição e sedução, p. 53
2.3.3. Dos espaços público aos espaços colectivo: que consequências para as sociedades urbanas?, p. 56
2.4. Proposta de tipologia, p. 62
2.4.1. Segmentando a análise, p. 62
2.4.2. Espaços de recreio e laser, p. 63
2.4.3. O espaço público nas cidades portuguesas, p. 64
2.4.4. Ensaio tipológico para os EPU, p. 65
3. No campo do actor e do seu cenário, p. 71
3.1. Notas preliminares, p. 71
3.2. O crescente investimento no Self, p. 72
3.3. A cidade como terreno narcíssimo, p. 75
3.4. Transformações e mutações sociais e urbanas, p. 78
3.4.1. O paradoxo urbano-metropolitano, p. 78
3.4.2. Territórios da alegria, p.79
3.4.3. Cidade da angústia, p. 81
3.4.4. Cidade dos Extremos, p. 82
4. Os Espaços Públicos Urbanos na multiplicidade dos olhares, p. 83
4.1. Ciências Sociais e da Comunicação, p. 83
4.2. Urbanismo, arquitectura e paisagismo, p. 87
4.3. História, p. 90
4.4. Síntese, p. 92
5. O percurso histórico do EPU, p. 101
5.1. Introdução, p. 101
5.2. Até ao período romano, p. 102
5.2.1. Ambiente económico, p. 102
5.2.1.1. A cidade Ancestral, p. 102
5.2.1.2. Polis grega e cidade romana, p. 105
5.2.2. Política, cultura e religião, p. 106
5.2.2.1. A cidade ascentral, p. 106
5.2.2.2. Polis grega e romana imperial, p. 108
5.2.3 Formas urbanas dos espaços públicos, p.110
5.3. Período medieval, p. 113
5.3.1. Ambiente económico, p. 114
5.3.2. Política, cultura e religião, p. 115
5.3.3. Das formas urbanas dos espaços públicos , p.116
5.4. Período renascentista –Cidade clássica e barroca, p. 116
5.4.1. Ambiente económico, p.119
5.4.2. Política, cultura e religião, p. 121
5.4.3. Formas urbanas dos espaços públicos, p. 124
5.5. Cidade moderna, p. 128
5.5.1. Ambiente económico, p. 128
5.5.2. Política, cultura e religião, p. 131
5.5.3. Formas urbanas dos espaços públicos, p. 137
5.6. A “história” que se está a escrever, p. 140
5.6.1. Recomendação do Comité de Ministros dos Estados membros da Comunidade Económica Europeia, p.141
5.6.2. A nova carta de Atenas, p.143
5.6.3. Regulamentos e manuais municipais de utilização dos EPU, p. 144
5.6.4. A entrada em campo da cidadania, p. 150
6. Averiguar a prática: A ocupação do tempo e a utilização dos EPU, p. 153
6.1. O uso do tempo em Portugal, p. 154
6.2. Utilizar ou não os espaços público? Eis a questão, p. 164
6.2.1.Processo de inquirição aos cidadãos de Lisboa, p. 165
6.2.1.1. Introdução, p. 165
6.2.1.2. Processo de inquirição, p. 182
6.2.1.3. Dimensões e pertinência da amostra, p. 183
6.2.1.4. Modelos e estrutura de inquérito, p. 184
6.2.1.5. Caracterização dos inquiridos, p. 185
6.2.2. Das teses à realidade, p. 193
6.2.3.1. Em busca de um significado para os EPU, p.193
6.2.3.2. A distância entre a representação e a realidade, p. 221
6.2.3.3. O apagamento dos EPU no urbanismo contemporâneo, p. 243
7. Conclusão, p. 255
8. Bibliografia, p. 261
A cidade, tal como a conhecemos, está a mudar, mas ainda não sabemos precisar os contornos dessa transformação, dado que as pontes demasiado fortes com o passado condicionam o nosso olhar.
Mas ou insistimos na descodificação dessas alterações e as integramos no nosso quotidiano (adaptando espaços, equipamentos e infraestruturas às novas exigências), ou o acumular de anacronismos urbanos (distanciamento entre as necessidades e expectativas sentidas e o que é na verdade oferecido pela cidade) podem levar a um mundo urbano estranho para as gerações futuras.
Parte dessas mudanças anunciadas foram analisadas, em Lisboa, pelo ângulo dos Espaços Urbanos Públicos; a sua história, as suas características, a sua frequência e a sua apreciação por parte dos cidadãos. Na preocupação de chegar a um entendimento mais profundo, a análise chegou à forma como os indivíduos gerem hoje os seus tempos livres e como entendem a relação espaços públicos versus espaços privado/colectivos.
O papel civilizador e de referência das sociedades ocidentais reconhecido à cidade não poderá ser restabelecido neste contexto de globalização e aceleração tecnológica se não se processar um reinvestimento na dimensão simbólica dos espaços públicos, entendido esse reinvestimento nos dispositivos a conceber como nos aspectos práticos e materiais dessas intervenções. O Planeamento e a gestão Urbanística ficam, desta forma, convocados como protagonistas fundamentais para um desafio que se adivinha difícil e complexo. |