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Capítulo I - A metodologia na análise do poder
1. O Objecto de estudo
1.1. A imagem do poder na delimitação do objecto do estudo
1.2. Contributo para a análise do poder
1.3. As teorias da elite
2. Método
Capítulo II - As forças sociais de apoio do Estado Novo
1. O Estado Novo: o modelo político-constitucional
1.1. Constituição e estatuto do trabalho nacional
1.1.1. As corporações
1.1.2. As forças armadas
1.1.3. Os grupos económicos
1.1.4. A igreja católica
2. Modelos de desenvolvimento do Estado Novo
2.1. A industrialização
2.1.1. A lei de reconstituição económica
2.1.2. A electrificação nacional
2.1.3. A hidráulica agrícola
2.1.4. A lei do condicionamento industrial
2.2. A agricultura
2.2.1. A organização corporativa da agricultura
Capítulo III - Elites sociais e políticas e oposição ao Estado Novo
1. A oposição política
2. Os anos do pós guerra
2.1. O problema ultramarino e a dimensão política
2.2. As forças sociais de oposição
2.2.1. As eleições de 1958 e o papel do general Humberto Delgado
2.3. A dissidência na Igreja Católica
2.3.1. D. Sebastião de Resende: o Bispo da Beira
2.3.2. D. António Ferreira Gomes: o Bispo do Porto
Capítulo IV - Os problegómenos da revolução de 25 de Abril de 1974
1. A dimensão política
2.
As forças político-militares
O papel das elites é assunto que continua a merecer o interesse de muitos investigadores no domínio da ciência política, seja porque o tema continua a despertar paixões explicativas, seja porque envolve sempre grande importância e significado a procura da forma e dos intervenientes no desenrolar do processo político e social.
No caso português em particular, reveste importância acrescida a análise de quem, em que circunstâncias e com que objectivos, sustentou ou ajudou à manutenção do regime político designado por Estado Novo, e que, sob os auspícios do Prof. Oliveira Salazar, governou o país durante cerca de quarenta anos e, quem no decurso desse tempo, assumiu a capacidade para o contestar e o procurou substituir.
É neste sentido que procuramos dar o nosso contributo para a análise dos papéis desempenhados pelas elites sociais e políticas que marcaram os anos de 1933 a 1974, enquadrando as forças de insurgência e de mudança, face às forças de continuidade e persistência, nomeadamente, a Igreja Católica, as forças sociais e as militares, as quais assumiram posições diferenciadas em cada momento sendo que, no seu seio, se vislumbraram sempre, ainda que com maior ou menor amplitude divergências políticas e ideológicas. |