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1. Introdução
2. O conceito de desenho
3. O desenho na Antiguidade
4. O desenho na Idade Média
4.1. Função do desenho e estatuto do arquitecto durante a Idade Média
4.2. O desenho Sansedoni
5. O desenho no Renascimento
5.1. Importância do desenho para os arquitectos do Renascimento
5.2. A perspectiva
5.3. A legitimação do desenho nos documentos da época
5.3.1. Os tratados
5.3.2. O Tratado de Alberti
5.3.3. O Tratado de Filarete
5.4. Enquadramento no contexto humanista da época
5.5. Autonomia e fundamento intelectual do desenho
5.6. Desenho e arquitectura no Renascimento
5.7. Desenho, teoria e praxis operativa
5.7.1. O desenho na teoria
5.7.2. O desenho na praxis operativa
6. Conclusão
É múltiplo o papel que o desenho desempenha em relação ao pensamento arquitectónico. O desenho constitui uma presença constante desde a concepção da ideia arquitectónica até à sua construção, como instrumento projectual que possibilita o tornar visível a ideia. Neste livro, a partir de documentos escritos e de desenhos, pretende-se estudar os primórdios do desenho de arquitectura, com o objectivo de fornecer um contributo à compreensão do significado e do valor que o desenho assume na actividade teórica e na prática operativa. O período histórico em que este estudo se insere vai da Idade Média ao Cinquecento. Com as mudanças que tiveram lugar durante o Renascimento, o desenho assumiu-se como o instrumento dominante do projecto. O domínio da arte do desenho permitiu ao arquitecto renascentista aceder ao estatuto de intelectual. Este livro é um estudo sobre a permanência e a vitalidade do desenho como processo de prefiguração do objecto arquitectónico, comprovando que é o desenho que promove os fundamentos desse processo conceptual. |