topo
meio_simbolo riscas1
  simbolo_bottom  
espaço
 
editora
separador
espaço
separador
espaço
 
produtos
separador
espaço
separador
espaço
separador
espaço
separador
espaço
separador
espaço
 
Instruções aos autores
separador
espaço
separador
espaço
separador
espaço
separador
espaço
separador
espaço
separador
espaço
 
 
 

 
colecções
separador Colecções

separador NAÇÕES UNIDAS: UM ACTOR NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS
espaço

capa

Encomendas

Autor: Pedro Miguel Raposo de Medeiros Carvalho
Título: Nações Unidas : um actor na resolução dos conflitos
Local: Lisboa
Ano: 2003
Páginas: 298
Colecção: Teses
ISBN: 972-8397-30-5
Dimensões: 23x16 cm
Encadernação: Brochado
Peso: 460 gr
Preço:
20,19 €

I. As Nações Unidas e o sistema internacional
1. As Nações Unidas no sistema internacional
2. Conflitos: conceitos, tipologia e aproximação morfológica
3. As Nações Unidas e o sistema de segurança colectivo
II. Chipre
III. El Salvador
IV. Camboja
V. Angola
VI. Antiga Jugoslávia
VII. Conclusões finais

A Organização das Nações Unidas é olhada, num extremo, como o exercício do governo mundial sem governo (idealismo), e por outro lado, como uma prática de futilidade de cooperação entre Estados soberanos (realismo). Como fazer política envolve sempre poder entendido como sinónimo de influência; as Nações Unidas utilizam esse poder conferido pelos Estados para tentar diminuir e apaziguar os conflitos entre os interesses nacionais de cada Estado soberano. As operações de paz são a "ultima ratio" para tentar, senão evitar o inevitável, a guerra, pelo menos resolvê-la.
Partindo do pressuposto de que a guerra é uma presença constante no sistema internacional e que as Nações Unidas são uma organização de Estados, a ideia de uma pacificação do mundo fica desde logo ameaçada. Porquê? Ao contrário do que a maioria do cidadão comum pensa, as NU, tal como todas as outras organizações, são criadas para servir os interesses dos Estados, e não o inverso. Se assim fosse, os Estados não as criariam. E mesmo se isso é possível, não é desejável.
Não pretendemos retirar importância às Nações Unidas no seu contributo inolvidável na resolução dos conflitos, mas também não podemos ser reducionistas ao ponto de olharmos para o edifício da ONU, em Nova Iorque, como sendo a única esperança para o planeta. Talvez seja esse o erro que temos cometido nas últimas décadas. Ao contrário, optamos pelo pragmatismo. Não estamos com isto a dizer que as Nações Unidas devem tornar-se pragmáticas. Elas devem continuar a ser neutrais, imparciais e consensuais. Não se deve esperar demasiado das Nações Unidas pois elas são formadas pelos Estados e, como tal, são o espelho da realidade internacional.
A salvação da humanidade passa pelas Nações Unidas, sem dúvida. Olhemos para trás. A paz, hoje, não se confina somente à solução das guerras. Passa também pelo progresso e desenvolvimento sustentado. Passa igualmente, por cada indivíduo, grupo, associação, organização, governos e Estados darem a importância que cada actor merece e que pode dar para se alcançar a paz no Mundo. Por último, são as Nações Unidas que dão a legitimidade às acções dos indivíduos. Por isso é que os Estados dão o seu consentimento para que a organização "tome as rédeas" da administração dos seus países, como se viu em El Salvador ou no Camboja. Porquê? É considerada a mais capaz para o fazer. E, por vezes, quando os Estados não conseguem, as Nações Unidas são forçadas a impôr essa paz, delegando ou não a tarefa num Estado ou num grupo de Estados, como se viu com a NATO na Bósnia.
As Nações Unidas são, assim, um dos actores necessários, mas não os únicos. Por outro lado, também não podemos ser desconstrutivsitas e acusar a ONU de, até hoje, não ter conseguido resolver pelo menos metade dos conflitos que ocorreram desde 1945 a 1997, no sistema internacional. As Nações Unidas não constituem a única instituição que pratica a diplomacia como forma de resolução dos conflitos, até porque, geralmente, os Estados preferem a diplomacia bilateral, ao invés da diplomacia multilateral. É a sua escolha e estão no seu direito.
(Pedro Raposo de Medeiros Carvalho)

 

 
topo  topo

 



   

separador
espaço
 
   
 
espaço

separador
espaço
 
   
 
espaço

separador
espaço
 
   
 
espaço

separador
espaço
 
   
 
espaço

separador
espaço
 
   
 
espaço

separador
espaço
 
   
 
 
espaço

 
  simb.reader Download Acrobat Reader    simb. winzip Download Winzip  
espaço
espaço


Copyright © 2003 Universidade Lusíada de Lisboa | Todos os direitos reservados
Resolução 800x600 pixeis | Internet Explorer 4.0
Actualizado em