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Natureza e existência: Casa do Cipreste - Arquitectura: essência - paixão
- Arquitectura e memória
- Arquitectura e estrutura
- Arquitectura e luz
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Sublimação e ética: Casa do Marco - Arquitectura: vivência - instituição
- Arquitectura e identidade
- Arquitectura e compromisso
- Arquitectura e revelação
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Maturidade e mistério: Casa da Rua Feio Terenas - Arquitectura: recolhimento transcendência
- Arquitectura e rigor
- Arquitectura e sentido
- Arquitectura e invisível
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Conclusão
Três casas. Três obras de arte. Um só arquitecto. Uma vida.
A Casa do Cipreste é o sonho de um jovem. É um sistema construído, um edifício de transições, conflitos, emoções, um jogo de luz. É a vida de Raul Lino inscrita na pedra, porque a paixão deixa sempre marcas. Funciona como um todo, um todo vivo. Tudo nasce no pátio. É a partir da intimidade deste pátio que todo o outro espaço se organiza, quer seja o espaço construído quer o espaço conquistado. O gesto do arquitecto instituiu um mundo novo.
A Casa do Marco é o abrigo de descanso do guerreiro e da sua família na mãe-natureza. A casa, as plantas, a arriba, o céu e o mar constroem momentos de relação. É a possibilidade do exercício da liberdade, expressão da ética na sua autenticidade. Uma casa da tradição portuguesa, que espreita o oceano e resiste ao vento. Integra as plantas no seu espaço, na construção do seu próprio mundo.
A Casa da Rua Feio Terenas é um gesto amadurecido, sentido das coisas, verdadeira sustentabilidade da arquitectura em que tradição e modernidade se entrelaçam no acontecer. No interior da cidade a intimidade, o saber, os valores, o modo cuidado de Raul Lino fazer arquitectura. É o seu estilo em pedra transfigurado.
Em cada uma destas casas se lê com prazer Vitrúvio, Alberti e os poetas de todos os tempos. |