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1. Introdução.
2. Estilo de vida, epistemologia e ordenamento - alegoria da caverna.
2.1. O homem, estilo de vida e mundo.
2.2. Alterações epistemológicas e culturais.
2.3. Ordenamento.
3. Ordenamento vocacional sustentado - fundamentação metodológica, faseamento e avaliação.
3.1. Ordenamento vocacional sustentado e legislação em vigor.
3.2. Fundamentação metodológica e faseamento.
3.3. Avaliação do método e do faseamento face aos objectivos.
4. Case-study revisão do POE de Vila do Conde - Descrição e implementação.
4.1. Plano de ordenamento e expansão (POE) de Vila do Conde.
4.2. Implementação do POE de Vila do Conde.
5. Case-study revisão do POE de Vila do Conde - Diagnóstico e relatório estratégico.
5.1. Avaliação sistémica vocacional de um organismo vivo: território homem.
5.2. Aplicação às unidades de intervenção dos resultados obtidos em 5.1.3. - Revisão do POE de Vila do Conde.
6. Considerações finais.
A presente publicação tem por motor o estado da arte, as manifestações da natureza humana e o caos territorial, consequência da passagem do tempo sobre o planeamento e o urbanismo pós século XX, da Revolução Industrial.
Iniciou-se como urbanismo de ruptura histórica, de substituição de natureza humana e sistemas vivos por tipificação do homem e manufactura, para a máxima velocidade de produção e consumo do útil, sem a correspondente significação e escala espacio-temporal que o valor lhe confere. Assim, evoluiu de um conceito de "rebanho orientado por humanizadores" para o planeamento estruturado em canais de circulação, automóveis e tecnologia. Com o consumo máximo, alcançou o excesso de ocupação espacial, a insustentabilidade do ciclo construtivo, dos recursos e da optimização energética trocando vida e capacidade regeneradora por resíduo e por que homem?
Um homem, resultado da dicotomia de objectivos de satisfação de funções úteis do corpo, em detrimento das funções do espírito, remetendo a arte para um gosto de imagem ou cosmética. Também o ordenamento como arquitectura prévia global, espaço estético de fundação e enraizamento do homem no mundo, de permanência e continuidade, é substituído, pela cidade do lucro incondicional, que se compensa com objectos simbólicos de catarse ou por um fundamentalismo ecológico de desaglomeração.
Face ao estado da arte, o OVS tem por objectivo a afirmação de vida, permanente e sustentável, e a afirmação da arte, da arquitectura e da inevitabilidade do ordenamento como uma pré-arquitectura global, essencial para a evolução do pensamento actual.
As conclusões da presente dissertação deram origem ao desenvolvimento da investigação do OVS, aplicada a uma visão integrada do ordenamento marítimo e portuário em Portugal, num contexto europeu e intercontinental.
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