Categorias

Ensaio ao redor de Pereira Forjaz e Pereira Forjado

CB: ISBN 978-989-640-043
Edição: Atualizada
Local: Lisboa
Páginas: 128
Dimensões: 24x17 cm
Acabamento: Brochado
Ano: 2009
Depósito Legal: 294692/09
18,17€
Ref :538
 

Resumo

Este ensaio investiga uma história de ambição mal calculada que, a despeito de evidentes erros de construção, se converteu num caso de inesperado sucesso.

Não se debruçou exclusivamente sobre a crítica histórica dum entronque fantasioso. Procurou indicar pistas para que se tentasse compreender, à luz de sucessivos quadros de mentalidades, correspondentes a diversos ciclos económicos, e a diferentes períodos da estruturação duma sociedade de "nova fronteira", como foi possível aceder eficazmente a um estatuto local que, tudo apontava nesse sentido, viria a ser rapidamente desmascarado através da desmontagem dos seus postulados.

Se os Pereiro, povoadores da ilha do Faial, tivessem escolhido como mitologia familiar uma origem, mais ou menos plausível num tronco pouco documentado da baixa nobreza galega, ainda hoje os investigadores se poderiam encontrar na fase de ligar fiapos de informação desgarrada, porventura sem chegar a resultados convincentes.

Mas não foi esse o caso. Essa linhagem, que teve a capacidade de iniciar uma ininterrupta ascenção social a partir de ofícios relativamente subalternos, obtidos por aliança matrimonial, desde cedo reclamou um estatuto ímpar no seio da emergente nobreza das ilhas: nada menos do que uma inverosímil descendência por varonia do tronco dos condes da Feira (logo eles, exaustivamente referidos, individualizados e datados em fontes primárias), condimentada com uma ascendência feminina que os ligava à antiga linhagem Pereira de Lacerda, dos Morgados de Baleizão. As elites açorianas dos primeiros séculos do povoamento compartilhavam raízes comuns e a diferenciação social auxiliou uma estreita rede endogâmica dentro da qual o questionar os mitos fundacionais de uma linhagem constituía uma ameaça geral à coesão do estamento. Assim se explica que, a despeito da evidente mistificação em que assentava o seu entronque na alta nobreza de corte, ele tenha sido localmente aceite durante séculos. Mas demonstra também a fragilidade duma crítica histórica pouco empenhada na investigação, compreensão e desconstrução dos mitos genealógicos.

Sumário

Vestíbulo

  1. Razões de um processo de confirmação
  2. A ausência de todos os ascendentes alegadamente próximos de João Garcia (Pereira), do Faial, e de sua alegada mulher, nas genealogias continentais, mesmo nas que lhes são praticamente contemporâneas
  3. Ascendência de D. Isabel Pereira Sarmento, alegada mulher de João Garcia Pereira. Onde se encontra Gonçalo Pereira de Lacerda, o Roxo?
  4. A uma inexistência reiterada vem somar-se uma impossibilidade cronológica
  5. Sarmento, um apelido disseminado a partir do terceiro quartel do século XVI, mas pouco fundamentado
  6. João Garcia, do Faial, um inesperado sobrinho de Lopo Soares de Albergaria
  7. Uma constatação evidente
  8. Vendo a questão pela positiva
  9. João Garcia, condenado a dez anos de degredo na ilha do Faial
  10. Não se documentando o Gonçalo Pereira teremos de nos contentar com o documentado Gonçalo de Pereiro, povoador da ilha do Faial
  11.  Reconstituição de alguma da descendência de Gonçalo de Pereiro e Maria Fernandes, faialenses
  12. Uma omissão importante
  13. A fundamentação da descendência de João Garcia Pereira, tal como se contra formulada nas Genealogias da ilha Terceira
  14. Um testemunho notável
  15. Alegações finais

Detalhes

CB: ISBN 978-989-640-043
Edição: Atualizada
Local: Lisboa
Páginas: 128
Dimensões: 24x17 cm
Acabamento: Brochado
Ano: 2009
Depósito Legal: 294692/09

 

 

Terms Of UsePrivacy Statement© Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica | Universidade Lusíada, 2026
Back To Top