A justiça internacional penal parece ter enfim encontrado o seu caminho, mas os obstáculos continuarão, de certo, a ser de monta. A prática confirma que não se pode contar com uma alteração súbita do modo como os Estados encaram o seu relacionamento com as jurisdições penais internacionais e como estão disponíveis a com elas cooperar. O próprio Tribunal Penal Internacional não foge a esta regra, pois as dificuldades começam a tornar-se bem patentes ainda antes do início do seu funcionamento.
Apesar dos problemas, importa contudo manter a determinação, até porque o mundo não pode continuar por mais tempo a contemporizar com um estado de coisas em que, como afirmou José Ayala Lasso, antigo Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, uma pessoa tem mais possibilidades de ser julgada e condenada pela morte de um ser humano do que pela morte de 100 000 pessoas.
I - Alguns apontamentos sobre a evolução da justiça penal internacional
II - O Tribunal de Nuremberga
III - O Tribunal de Tóquio
IV - O Tribunal Internacional para a Ex-Jugoslávia
V - O Tribunal Internacional para o Ruanda
VI - O Tribunal Penal Internacional
VII - O Tribunal especial para a Serra Leoa
CB: ISBN 972-8397-53-4 Edição: Atualizada Local: Lisboa Páginas: 292 Dimensões: 24x16 cm Acabamento: Brochado Ano: 2004 Depósito Legal: 197299/03